• As pessoas fazem as empresas, e vice-versa

      O que você tem feito pelo bem do principal ativo da sua empresa?

      Por Edson Sá

      Se você já teve oportunidade de assistir ao filme Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures, 2016) – e se não, sugiro que o faça – percebeu que um dos temas centrais abordados é a substituição de pessoas por um imenso computador da IBM dentro da NASA (agência espacial americana). Não por acaso, este tem sido o maior dos medos entre milhões de trabalhadores ao longo do tempo: a substituição do trabalho humano pelas máquinas. Não me refiro só aos últimos 50 anos de avanços da informática, mas também desde a invenção da máquina a vapor ou até antes.

      Uma “guerra” vem sendo travada entre as necessidades de eficiência financeiras e produtivas nas empresas versus a manutenção de milhões de pessoas em seus postos de trabalho. E aqui já deixo claro não quero nem vou tratar das questões propriamente políticas ou sindicais que o tema envolve, mas das questões humanas.

      Naquele mesmo filme, autor e diretor foram muito felizes em apresentarem como a tecnologia pode sim ajudar o desenvolvimento das empresas, mas que nem por isso o trabalho humano se torna dispensável. Uma falha do computador só foi corrigida por uma percepção humana. Já a programação daquele “monstro tecnológico” demandava a presença de várias profissionais. Não foi uma substituição, mas sim uma adequação.

      Certo! E você deve estar se perguntando agora: por que essa quase sinopse de um filme para falar de gestão de pessoas? Simples! Porque as empresas, todas, sem exceção, precisam de pessoais para existirem. Não importa a tecnologia, não importa o produto vendido nem tampouco o serviço prestado, a base de sustentação são as pessoas. Em maior ou menor quantidades, mas sempre existe alguma pessoa fazendo a empresa funcionar.

      Chegamos aqui ao ponto central, que na verdade é um dos maiores erros que empresários ainda hoje cometem, que é não entender e enxergar as pessoas como o que há de mais importante dentro de suas empresas. Entendam, não estou dizendo que os demais fatores ou recursos não sejam importantes para a empresa. Pelo contrário, finanças, processos, planejamento, resultados etc. são todos também importantíssimos para a manutenção de uma empresa, mas se as pessoas que as constituem não estiverem muito bem gerenciadas, todo o resto vai desmoronar, mais cedo ou mais tarde.

      Assim como todos os demais recursos que constituem as empresas, e há aqui quem ainda pense o contrário, as pessoas também precisam de atenção especial no que se refere ao planejamento, desenvolvimento e mensuração de resultados. Se você não faz a mínima ideia de como colocar isso em prática, permita-me sugerir algumas ações que ajudarão a melhorar a gestão de pessoas nas empresas. Quero dizer que ainda que contenham algumas inferências pessoais, a referência aqui é o Modelo de Excelência da Gestão da FNQ.

      Comece definindo muito bem os papéis de cada um e cada uma dentro da empresa. Aquela história de que “todos fazem tudo” vai matar a empresa. É preciso, sim, que todos tenham clareza quanto a importância de suas ações no sistema da empresa, e como tais influenciam o trabalho das demais áreas e pessoas, mas é preciso que se saibam exatamente quais suas funções e responsabilidades. Isso vai orientar, no início do processo, a contratação das pessoas mais adequados a cada função, no meio, a capacitação e o desenvolvimento profissionais e, ao final, a medição dos resultados, tudo propiciando um planejamento o mais eficiente possível.

      Talvez nem precisaria lembrar desse fato, mas tem muito empresário que esquece que pessoas são seres humanos e, como tais, têm anseios, são falhas, se cansam, se estressam, têm problemas pessoais, ficam doentes etc. Ou seja, não são máquinas! Então, faz necessário, ou melhor, indispensável, que as empresas e seus gestores, que por sinal fazem parte dos “recursos humanos” da empresa e muitas esquecem disso, promovam uma política de desenvolvimento humano que abrace e alcance os desejos pessoais e profissionais das pessoas. Pessoas felizes trabalham melhor!

      Aqui me permitam uma lembrança, que talvez muitos de vocês já viveram: quando criança, lá na década de 80, me lembro de meu pai dizendo que “problemas de casa não vão ao trabalho e os do trabalho não vem para casa”. Ok, talvez fosse está a realidade da época, e o era, mas hoje não é bem assim. Não quero nem tratar da situação de quem trabalha em regime home office, que por si só já impossibilitaria tal separação, mas mesmo os que deixam seus lares em direção às empresas é impossível esquecer que têm uma família, problemas pessoais, o trabalho da escola para apresentar, a compra do mês... Bem como, ao chegarem em casa, não estão totalmente desligados do trabalho, ou você nunca viu ninguém ter que resolver um problema na empresa ou atender um cliente enquanto joga videogame com o filho ou assiste a novela?

      O cuidado com o ser humano trabalhador é essencial para a sobrevivência das empresas. Tive a oportunidade de ver uma pesquisa mostrando que a depressão no mundo corporativo pelo excesso de metas ou cobrança pelo comprimento de metas impossíveis ou sobre-humanas em muito pouco tempo será maior que os casos de câncer no mundo. Estamos literalmente matando nossos funcionários. Não estou dizendo com isso que devemos abandonar metas ou controles de trabalho, mas temos que nos questionar “qual a contrapartida que está sendo oferecida às pessoas dentro das empresas? ” Acreditem, bonificações em dinheiro ou uma plaquinha de funcionário do mês não geram mais um bom resultado.

      É claro que existem milhares ou milhões de textos, artigos e trabalhos mundo afora sobre o assunto, e não é, de modo algum, pretensão minha esgotar o tema, mas sim mostrar o quão importante é para as empresas observar seus colaboradores, trata-los como seres humanos e promover seus desenvolvimentos pessoais e profissionais. Acreditem, muito mais difícil que adquirir ou implementar uma nova tecnologia produtiva ou de informação é manter as pessoas motivadas, muito mais complexo do que reestruturar um processo é deixa-las felizes e comprometidas, pior do que perder clientes ou dinheiro é perder um excelente profissional por não valoriza-lo. Por isso, a partir de agora, dedique um maior tempo e atenção aos seus colaboradores, o resultado certamente será excepcional.


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