• As empresas escravocratas do séc. XXI

      Por Edson Sá

      Caso eu dissesse que “pessoas trabalham em situação análoga à escravidão no sudoeste do Pará” ou ainda que “trabalhadores foram resgatados de condições degradantes de trabalho no Rio de Janeiro”, você poderia me dizer que estou lendo jornais da época do Império ou do início do século XX respectivamente, mas infelizmente não estou. Em ambos os casos, são fatos reais, atuais, publicados em dois dos maiores portais de notícias do país em 23/03/16.

      Vez por outra nos deparamos com novas produções artísticas que retrataram uma fase triste de nossa história: o período escravocrata. Trata-se da época mais perversa e humilhante das relações trabalhista (se é que poderíamos chama-la de relações). Ainda que assim o seja, outros períodos da história do Brasil também foram marcados por relações de trabalho bastante ruins para os trabalhadores, como a industrialização do início do século XX, onde as pessoas eram oprimidas sem direito algum e obrigadas a trabalhar no regime de semiescravidão por mais de 12 horas por dia.

      Passados, pelo menos, um século destes fatos, era de se esperar que os trabalhadores brasileiros estivessem realizando suas atividades de forma menos degradante. É claro que os fatos inicialmente apresentados não são uma constante, pois a maioria das empresas (e assim o quero crer) respeitam ao menos as exigências legais trabalhistas básicas: jornada de trabalho máxima de 44 horas semanais, salário mínimo, horário de almoço e descanso, férias remuneradas, 13º salário etc.

      Sei também que estes e outros requisitos às empresas para a manutenção de um funcionário acabam por elevar consideravelmente as despesas. Especialistas falam que o valor pago ao funcionário pela realização do seu trabalho é igual ao valor pago em obrigações trabalhistas e impostos para o manter trabalhando. Concordo que alguns pontos na relação empresa, trabalhador e governo devem ser revistos, mas este não é o caso neste momento.

      Importante aqui é tratarmos de como se dão hoje as relações trabalhistas. Desde já deixo minha opinião, respeitando as em contrário, que o mínimo exigido para realização do trabalho em condições de saúde e segurança deva ser respeitado. Este mínimo entende-se o que é exigido por lei, e que tal promova o desenvolvimento pessoal e profissional do trabalhador. Entendo que a inexistência destas condições elimina quaisquer ações que sejam promovidas pelos recursos humanos das empresas.

      Posterior a isto, os departamentos de recursos humanos, que em empresas mais preocupadas com seus funcionários já não o tem nestes termos e sim com departamento de gestão de pessoas, devem ter uma real e efetiva preocupação não apenas com as questões burocráticas relacionadas aos trabalhadores, e sim com práticas de gestão que promovam o desenvolvimento destes, tanto no âmbito profissional como no pessoal.

      Cursos de capacitação profissional ou de relacionamento interpessoal, em si só, já não são mais suficientes. As pessoas querem mais de si mesmas e das empresas em que atuam. Por isso, os gestores de pessoas precisam entender a importância do seu papel dentro da organização, criar mecanismos para identificar as necessidades e expectativas das pessoas, definir e aplicar modelos de desenvolvimento a partir destas informações e incentivar e reconhecer tal desenvolvimento.

      Há muito já não é mais possível enxergar as pessoas como meros recursos, comparáveis a uma máquina ou equipamento. Os modelos tradicionais de gestão de recursos humanos ficaram no século XX. Empresas que querem se desenvolver devem antes desenvolver seus colaboradores. Quem não assim o fizer, está a menos de um passo de encerrar suas atividades.

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