• Recursos Humanos, humanos!

      Por Edson Sá

      Diretoria e gestores reunidos... Os grandes nomes da empresa presentes... Integrantes do departamento de Recursos Humanos agitados... Trata-se da chegada de novos colaboradores aos quadros da empresa. Não é incomum assistirmos a esta cena: toda a cúpula da empresa mobilizada para receber de braços abertos o que eles mesmos chamam de “novos membros da família (?)”. E que bom que assim o é. Acolher bem aos novos membros gera, quase sempre, um alto nível de satisfação nestes.

      Mas a festa acaba aí. O cotidiano das empresas, mesmos as que entendem a importância da satisfação de seus colaboradores, por vezes sufoca as atuações do RH na condução das políticas de satisfação. A burocracia que engessa as atividades; o despreparo de membros das equipes; a sobrecarga de atividades dos gestores; o baixo incentivo emocional aos colaboradores. Todos estes, e outra infinidade de fatores, acaba desconstruindo a imagem que o colaborador teve da empresa quando na sua recepção. O que para muitos é modelo, pra ele agora são defeitos.

      Ajustes pontuais aqui e ali tentam corrigir o problema. Todos assumem a mea-culpa, promessas de que dias melhores virão são feitas, mas nada muda. “O sistema é assim, e você tem que se ajustar a ele”. Os problemas se acumulam. Efeitos externos incidem sobre a empresa. O planejado não acontece. Hora de reduzir custos. E aqui, o então membro da família não mais faz parte dela, e o caminho é a demissão. Pelo bem maior da empresa, alguém tem que sair.

      Entrada e saída de colaboradores faz parte do ciclo de vida de qualquer empresa, e aqui não se está tentando defender uma posição intransigente de defesa dos empregos dos trabalhadores. Mas não se pode negar a natureza humana destes trabalhadores. Tão ou mais importante do que saber recepcionar um novo colaborador, é saber dispensá-lo. Uma justificativa clara dada pelos gestores; um agradecimento pelos serviços prestados; um feedback pelas suas atividades e atitudes; uma pesquisa sobre o que ele achou da empresa. Todos estes, e alguns outros, são pontos que criam na pessoa um sentimento de importância e respeito por parte da empresa, mesmo num momento de despedida.

      Ao longo de toda a história do relacionamento entre empresa e colaborador, mesmo antes da recepção deste até após a sua saída, é importante que se tenha em mente a condição humana. São sentimentos que movem as pessoas, e estes mesmos que criam nelas a percepção sobre as empresas. Se a separação é inevitável, que seja amigável. Façamos que os colaboradores saiam satisfeitos por terem ali trabalhado, com a imagem de ser um bom lugar para se viver e com a certeza de que seu trabalho, ainda que não perfeito, foi reconhecido.

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